Projeto para Redes de Abastecimento e Drenagem da Quinta dos Cepos

Freguesia de Pinheiro, Município de Aguiar da Beira

Introdução

O presente projeto técnico detalha a execução das infraestruturas de abastecimento de água e drenagem de águas residuais para a localidade de Quinta dos Cepos, na Freguesia de Pinheiro. A solução proposta integra o traçado das condutas de distribuição, a rede de coletores domésticos e uma unidade de tratamento biológico sustentável, assegurando uma gestão eficiente e ambientalmente responsável dos recursos hídricos da povoação.

Contexto e Necessidade

A intervenção na Quinta dos Cepos surgiu da necessidade de dotar a povoação de sistemas modernos de saneamento e distribuição de água. Para o abastecimento, o projeto foi condicionado pelo aproveitamento de uma conduta preexistente, exigindo um traçado de aproximadamente 1400m que minimizasse perdas de pressão. No âmbito do saneamento, a carência de um sistema de tratamento eficaz levou à conceção de uma solução capaz de servir 118 habitantes, cumprindo rigorosamente os valores limite de descarga (CBO5, CQO e SST) estipulados pelo Decreto-Lei n.º 236/98.

Resumo do Projeto Realizado

A infraestrutura foi dividida em três pilares fundamentais, adaptados à topografia e às características geológicas locais:

  • Rede de Abastecimento de Água: Instalação de condutas em PVC (classe 1MPa) com diâmetro de 63mm. O sistema inclui válvulas de seccionamento estrategicamente localizadas, descargas de fundo para manutenção, bocas de rega e maciços de amarração em curvas críticas.
  • Rede de Drenagem de Águas Residuais: Implementação de uma rede de coletores em PVC (200 mm) com uma extensão aproximada de 2000m. A rede foi desenhada para garantir velocidades de escoamento autolimpantes (entre 0.60 e 3.00 m/s) e inclui câmaras de visita circulares em betão para inspeção e limpeza.
  • Estação de Tratamento (ETAR Biológica): Aposta numa solução de tratamento por plantas, utilizando o Sistema Kickuth (depuração rizosférica).
    • Tratamento Primário: Fossa séptica em betão armado com dois compartimentos (30,24 m³) para sedimentação e digestão anaeróbia.
    • Tratamento Secundário: Leito de tratamento (17m x 16m) composto por um “solo otimizado” e plantação de Phragmites australis. As plantas transportam oxigénio para o substrato, suportando a atividade metabólica de microrganismos aeróbios e removendo nutrientes sem impacto visual negativo.
  • Modelação e Pavimentação: Devido ao relevo, foram construídos muros de suporte em betão armado (B25) dispostos em patamares. O projeto finalizou com a reposição dos pavimentos em macadame betuminoso e a regularização do acesso à ETAR com camada de saibro.

A solução destaca-se pela baixa necessidade de manutenção eletromecânica, limitando-se a operações de rotina e vigilância do sistema biológico.


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